quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

As aventuras do poderoso Xangô: HQ transforma Orixás em super-heróis

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A criação: Página de "Contos de Òrun Àiyè", com lançamento previsto para junho

Se a Marvel se inspirasse na mitologia yorubá para criar suas histórias, o guerreiro Xangô teria uma força tão impressionante quanto Thor, defenderia a justiça tanto quanto Capitão América, e contaria com a ajuda de Oxum, Ogum e Oxossi para conquistar o trono do império africano de Oyó.
Mas não é mais necessário uma gigante do ramo para fazer explodir um novo universo nos quadrinhos. A HQ “Contos de Òrun Àiyé”, que deve ser lançada em agosto, dará aos Orixás cores e contornos de super-heróis.
“Eles têm poderes e distinções muito claras de personalidade, como os super-heróis têm. Xangô e Iansã são vermelhos. Ogun é azul e verde. Oxum é dourada”, conta o criador da história, Hugo Canuto. “Tem um código ali que dialoga muito com a figura do super-herói.”
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Os Vingadores da mitologia de matriz africana: Hugo Canuto bebe na fonte dos Orixás para nova HQ
Como qualquer fã de heróis que se preze, o quadrinista baiano cresceu lendo o universo de Thor, Conan e Super-Homem, personagens inspirados em mitologias distantes, mas que nunca tiveram dificuldade de assimilação por parte dos leitores brasileiros.
Caiu então a ficha na cabeça do autor, que já visitara outras culturas em “A Canção de Mayrube”, inspirada nos povos latinos: Por que o deus nórdico, na ficção da Marvel, é um super-herói e Xangô, guerreiro africano, é considerado um demônio?
“Por que aquilo que é brasileiro, que faz parte da cultura do país, é vista dessa maneira negativa e esse mesmo arquetípico da cultura euro ocidental é vista como herói?”, questiona.
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"The Might Xangô" ou "O Poderoso Xangô": Homenagem a
Jack Kirby deu origem ao projeto

"The Orixás"

Com a vontade de afugentar preconceitos e fundir suas duas paixões, a cultura brasileira e as HQs, recriou em agosto passado uma capa clássica de "Os Vingadores", com Ogum na mesma pose de Capitão América, e Oxaguiã no lugar do Homem de Ferro.
Nascia ali “The Orixás” – uma homenagem despretensiosa ao quadrinista americano Jack Kirby, fundador da Marvel e um de suas maiores inspirações, que completaria 99 anos naquele dia se estivesse vivo.
A ilustração foi recebida com uma onda de curtidas e compartilhamentos. Canuto criou então capas fictícias para cada Orixá e decidiu bancar um projeto de verdade. Recusou ofertas de editores e foi para o conhecido crowdfunding. A “vaquinha” iniciada em novembro bateu sua meta de R$ 12 mil logo nas primeiras semanas -- e encerrou a arrecadação com R$ 40 mil.

Fundindo mundos

Bruno Sarrion/Divulgação
Hugo Canuto: "Quero trazer esse universo para uma mídia
que ainda é muito eurocêntrica, muito ligada a temas
norte-americanos"
Na prévia de “Contos de Òrun Àiyé”, cedida pelo artista e que abre esta reportagem, é possível ver a influência dos heróis clássicos, como se Jack Kirby e Stephen "Steve" J. Ditko (responsável pela arte de “Dr. Estranho”) jogassem suas cores e influências pop em um novo mundo de super-deuses.
Mas o projeto vai além de transformar os Orixás em meros arquétipos. “A história que eu estou construindo se situa no tempo lendário, no passado mítico, em que céu [Òrun] e terra [Àiye] é um só. Não tem como ser maniqueísta. Eles são muitos complexos, não se reduzem a bom e ruim”, explica Canuto.
“Quero trazer esse universo para uma mídia que ainda é muito eurocêntrica, muito ligada a temas norte-americanos. Trazer algo que é tão vítima de preconceito, que é combatida por movimentos reacionários, para uma linguagem diferente e fazer com que as pessoas olhem de outra maneira”, observa o baiano. “Fiz uma ponte entre duas realidades.”
Fonte: UOL

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Laerte autoriza o uso de suas tirinhas nas intervenções urbanas do Coletivo MultipliCidade



No fim do ano passado o Coletivo MultipliCidade entrou em contato com a cartunista Laerte para solicitar autorização para uso da série de tirinhas “A Ditadura Gay” nas intervenções urbanas realizadas pelo grupo e, para felicidade da equipe, a resposta com a autorização chegou no mesmo dia.




Laerte Coutinho é uma das cartunistas e chargistas mais conceituadas do Brasil e possui inúmeros trabalhos premiados. Dentre sua obra podemos destacar Piratas do Tietê, Manual do Minotauro, Muchacha, Los Três Amigos, Strip Tiras "De Vivo Urso na Selva de Pedra.



A série de tirinhas intitulada “A Ditadura Gay” foi desenhada por ela e publicada entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011. De forma sarcástica e bem humorada, as tiras retratam os recorrentes pesadelos de um típico conservador intolerante que acredita que estamos caminhando para uma suposta “Ditadura Gay”.


Em breve todos(as) poderão conferir os resultados dessa intervenção, basta ficar de olho nos muros ou tapumes onde há poluição visual de cartazes de eventos e outros anúncios espalhados pela cidade. Também é possível acompanhar os trabalhos através de nossa página no Facebook ou pelo Instragran @ColetivoMultipliCidade. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

'Faxineira política', idosa percorre ruas para apagar pichações nazistas e racistas




Aos 70 anos, a alemã Irmela Schramm se considera a "faxineira política" no país dela. Não é para menos. Sozinha, ela iniciou uma atividade necessária na cidade de Berlim ao procurar e apagar mensagens nazistas pichadas, escritas ou coladas em espaço públicos.
“Eu sou realmente preocupada com as propagandas de ódio, e quis me posicionar", disse a idosa. A iniciativa começou de forma simples: com a chave de casa ou do carro, ela retirava toda a mensagem de discurso de ódio que via.

Depois de um tempo, resolveu incrementar as armas contra o ódio: adquiriu removedor de tinta, um raspador e uma lata de spray, que ela carrega em uma bolsa com o dizeres "Contra nazistas". A idosa nasceu no fim da Segunda Guerra Mundial e virou ativista nos anos 60.
TRABALHO DÁ RESULTADO E GERA PERIGO
O empenho dela é tão impressionante quanto os resultados. São 17 horas por semana removendo propagandas nazistas e racistas e cerca de 130 mil adesivos e pôsteres já foram removidos por Irmela na vida.

Com o sucesso da iniciativa, a mulher passou a receber ameaças. Certo dia ela encontrou seu próprio nome em um grafite, que dizia: “Schramm, nós vamos te pegar”. Nem isso a faz interromper a militância.

Por conta do trabalho, Irmela recebeu uma medalha de honra ao mérito do governo alemão, mas devolveu a honraria pois um ex-nazista foi condecorado anos depois.
Fonte: Yahoo.

Coletivo MultipliCidade inicia as atividades de 2017



O ano mal começou e o Coletivo MultipliCidade já deu início aos trabalhos de intervenção urbana. Na tarde do último domingo (08) os membros do grupo realizaram atividades de fixação de lambe lambes pelo centro de Picos. Nessa ação, foi retomado o projeto “Estado Laico” e a colagem de lambes com passagens da obra “O Pequeno Príncipe”. Além da continuidade desses, novos projetos de intervenção para 2017 já estão sendo discutidos pela equipe. Para conferir o resultado dessa intervenção e ficar por dentro das novidades, basta acompanhar nossa página no Facebook. O Coletivo MultipliCidade agora está também no Instagram (@ColetivoMultipliCidade). Não deixe de nos seguir.