quarta-feira, 29 de junho de 2016

Venha para a I Marcha de Picos Contra a LGBTfobia



A LGBTfobia mata todos os dias! “Segundo o banco de dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), atualizados diariamente no site QUEM A HOMOTRANSFOBIA MATOU HOJE, 318 LGBT foram assassinados no Brasil em 2015. Um crime de ódio a cada 27 horas: 52% gays, 37% travestis, 16% lésbicas, 10% bissexuais. A LGBTfobia mata inclusive pessoas não LGBT: 7% de heterossexuais confundidos com gays e 1% amantes de travestis” (Relatório 2015: Assassinatos de LGBT no Brasil). 

Somos a nação que mais mata pessoas transexuais no mundo. De acordo com a ONG alemã Transgender Europe, foram 546 casos entre 2011 e 2015. Para se ter uma ideia, o segundo lugar, o México, teve 190 no mesmo período. Não devemos esquecer também da população LGBT que se suicida por conta de todas as pressões e opressões de uma sociedade preconceituosa e intolerante. Em uma sociedade onde não se debate sexualidades, seja nas escolas ou na família, falar de LGBTfobia se torna mais difícil ainda. 

Diante disso, convidamos toda população picoense para participar da "I Marcha de Picos Contra a LGBTfobia" que acontecerá no dia 01 de julho de 2016 às 16h30min com concentração na praça do Sagrado Coração de Jesus (Praça da Igrejinha).

OBS.: Simbolizando LUTO e LUTA, venham todos(as) vestidos(as) de preto. 

Organizadores: DCE UFPI, C.A. de História e Sistemas da UFPI, Coletivo Feminista GracIones, Anel Vale do Guaribas, Levante Popular da Juventude-Picos, Coletivo MultipliCidade, UJS-Picos, UMP-Picos e Coordenadoria de Direitos Humanos de Picos.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

A guerra do Coletivo MultipliCidade contra a Transfobia



Em 2015 a organização não governamental Transgender Europe (TGEU), rede europeia de organizações que apoiam os direitos da população transgênero, divulgou dados alarmantes sobre a violência contra travestis transexuais no Brasil. Segundo a ONG o nosso país é o que mais mata pessoas Trans no mundo. Curiosamente, outro dado divulgado pelo site pornô Red Tube constatou que os brasileiros são os que mais procuram por pornografia transexual no site.

Dados como esse mostram o quanto uma parcela da nossa sociedade é intolerante, violenta e hipócrita. Atitudes de intolerância podem ser observadas tanto em ações radicais, como também nos atos mais sutis. Recentemente o Coletivo MultipliCidade tem passado por uma experiência que pode exemplificar esse atos sutis de intolerância contra pessoas trans.

Em nossas atividades de intervenção urbana costumamos fixar cartazes (Lambe Lambe) com frases de impacto que busquem provocar a reflexão das pessoas na rua. Um de nosso lambes carrega a frase “Respeite as Trans” e foi fixado pela primeira vez no poste da calçada da Caixa Econômica Federal no dia 20 de fevereiro de 2016. 

1º Lambe fixado em 20 de Fevereiro de 2016

Tentativa de retirada do 1º lambe em 23 de Fevereiro.

Após três dias observamos que alguém tentou retirar o cartaz do local, mas não conseguiu de imediato. As tentativas continuaram gradativamente ao longo dos dias até que conseguiram removê-lo por completo. Alguns tempo depois resolvemos colocar novamente o mesmo lambe no mesmo local, mais especificamente em 05 de junho.  

2º Lambe fixado em 05 de junho.

2º lambe retirado em 07 de Junho.

Dessa vez ele durou apenas dois dias até ser retirado mais uma vez. Geralmente os nossos cartazes com outros conteúdos não sofrem o mesmo tipo de ação, costumam permanecer no local até se desgastarem por completo ou serem substituídos. Dessa forma observamos que o conteúdo daquele lambe estava incomodando alguém que passa por aquele local com frequência. Sendo assim, resolvemos fixar o mesmo cartaz em todos os postes. 
Já no poste onde os anteriores foram retirados decidimos fixar uma placa grande com a frase “O corpo da travesti existe e resiste”. 

Placa fixada no dia 12 de junho.
Essa atividade foi realizada no dia 12 de junho, mas os conteúdos só permaneceram no local por cinco dias. No dia 16 de junho percebemos que todos os lambes colados nos postes da rua foram retirados. E dessa vez foram além, acompanhado de uma cuspida, escreveram a frase “Não bando de FDP”. A título de informação, a sigla “FDP” quer dizer “Filho Da Puta”. No dia seguinte (17) placa grande que fixamos também foi rasgada. Uma funcionária do estacionamento próximo ao local informou que os responsáveis pela retirada da placa são alunos de uma escola particular localizada naquela rua. A mesma afirmou que os estudantes subiram no poste e puxaram até rasgar.

No lambe é possível ler "Não bando de FDP" escrito a lápis. (16/06)
Placa rasgada no dia 17 de junho.


Se é lamentável para nós ter que lidar com esse tipo de manifestação de preconceito, imagina para as pessoas transexuais que vivenciam na pele e até mesmo pagam o ódio e intolerância das pessoas com a própria vida. Se pessoas manifestam seu ódio através de atos sutis como os que relatamos aqui, imagina o que não fariam com uma travesti ou transexual de verdade. Nós do Coletivo MultipliCidade continuaremos realizando nosso trabalho e muitos outros lambes sobre respeito à diversidade será fixado pela cidade, sobretudo naquele local. Sempre estaremos em busca de um mundo mais igualitário e sem preconceito onde as pessoas possam se respeitar e respeitar as diferenças do outro.


Por que você joga lixo no chão? O Coletivo MultipliCidade quer saber.



Problemas com a limpeza das vias públicas são uma constante em diversas cidades pelo Brasil e em Picos não é diferente. Muitos fatores contribuem para situações como essa e é pensando nisso que  o Coletivo MultipliCidade está realizando uma pesquisa para descobrir os motivos que levam algumas pessoas da cidade a jogarem no chão o lixo que elas produzem. Para participar basta acessar este LINK e responder a pergunta. Colabore conosco e nos ajude a divulgar compartilhando a publicação sobre a pesquisa. Em breve divulgaremos os resultados.